Como Garantir o Direito Real de Habitação em um Imóvel?
Entenda o Direito Real de Habitação O Direito Real de Habitação é um instituto do direito de família e sucessões que garante ao viúvo ou companheiro sobrevivente o direito de continuar morando no imóvel residencial utilizado como lar do casal após o falecimento do cônjuge. Esse direito evita que o sobrevivente fique desamparado, mesmo que o imóvel seja herdado por terceiros. Saiba mais sobre como um advogado especializado pode auxiliar na garantia desse direito em Advogado Imobiliário: O Que Faz e Quando Contratar um Especialista? Características Principais: O objetivo desse instituto é proteger a residência familiar após a morte do cônjuge, garantindo que o sobrevivente não fique sem um local para morar. Quem tem direito? Direito de Família e Sucessões O direito é garantido ao cônjuge ou companheiro sobrevivente, desde que o bem imóvel tenha sido adotado no casamento como residência familiar. Veja também “Advogado Para Regularização de Imóveis: Quando e Por Que Contratar um Especialista?”, um tema importante para quem deseja garantir a segurança jurídica de um imóvel Requisitos para usufruir do direito: Além disso, o regime de bens adotado no casamento pode tornar o processo mais simples ou exigir um inventário para confirmar a aplicação do direito. O Direito Real de Habitação no Código Civil e no STJ O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu diversas vezes sobre esse instituto, reforçando que o Direito Real de Habitação não depende da vontade dos herdeiros, sendo uma ferramenta de proteção para o cônjuge ou companheiro. O Código Civil, em seu artigo 1.831, e a Lei 9.278/96 garantem essa proteção independentemente do regime de bens adotado. No entanto, o direito pode ser extinto em algumas situações, como no caso de uma nova união ou se o sobrevivente adquirir um novo imóvel para moradia. Como garantir o direito e evitar problemas? 1. Fazer um Planejamento Patrimonial A melhor forma de garantir que o cônjuge ou companheiro não dependa de disputas judiciais é realizar um planejamento patrimonial antecipado, estabelecendo claramente os direitos e obrigações sobre o bem imóvel. 2. Formalizar a União Estável No caso de união estável, é indispensável registrá-la em cartório para evitar que os herdeiros questionem o direito do companheiro após o falecimento do cônjuge. 3. Registrar o Direito no Inventário O inventário é essencial para formalizar o Direito Real de Habitação no Cartório de Registro de Imóveis, tornando sua aplicação incontestável. 4. Buscar um Advogado Especialista Se você precisa garantir o Direito Real de Habitação, é advogado especializado em direito imobiliário e sucessório pode orientar sobre os melhores caminhos para evitar conflitos. Possíveis Conflitos e Limitações 1. Conflito com Herdeiros Os herdeiros podem tentar contestar o Direito Real de Habitação, alegando que o imóvel deve ser partilhado. No entanto, a legislação e o Superior Tribunal de Justiça asseguram a proteção ao cônjuge sobrevivente. Para entender melhor os seus direitos e os tipos de disputas sobre posse, confira “Quais São os Tipos de Ação Possessória? Entenda Seus Direitos!” 2. Impossibilidade de Venda ou Aluguel O viúvo pode continuar morando no imóvel residencial, mas não pode vendê-lo ou alugá-lo para terceiros, pois o direito é personalíssimo. 3. Mudança de Situação Caso o beneficiário contraia uma nova união, o direito pode ser revogado. Além disso, se adquirir outro imóvel, perde a garantia de permanecer no bem imóvel deixado pelo falecido. 4. Pagamento de Despesas O cônjuge sobrevivente precisa arcar com o pagamento de despesas como IPTU e taxas de manutenção, mas não tem responsabilidade pelo pagamento de aluguel ou divisão patrimonial. Conclusão O Direito Real de Habitação é uma ferramenta essencial do direito de família e sucessões para garantir a permanência do viúvo ou companheiro sobrevivente no imóvel que servia de lar do casal. No entanto, para evitar conflitos e insegurança jurídica, é fundamental adotar medidas como o planejamento patrimonial, a formalização da união estável e o acompanhamento de um advogado especialista. Caso tenha dúvidas sobre a aplicação desse direito no seu caso específico, busque orientação profissional para proteger seu patrimônio e garantir sua segurança jurídica. Se o imóvel estiver financiado, veja “Financiamento Imobiliário: O Que Fazer Quando as Parcelas Estão em Atraso?”, pois isso pode impactar diretamente na sua permanência na residência Perguntas Frequentes: Direito Real de Habitação